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ODETE ROITMAN TE DESPREZA Não! Não é de minha autoria essa frase genial que encabeça o texto de hoje, mas de mais uma das comunidades do Orkut - uma rede de malucos sobre que muitos já têm escrito e sobre que eu não desejo passar minha vida inteira discorrendo. Bom, sou usuária do estranho programa que a Clara McFly, uma das Garotas que dizem ni, explicou muito bem aqui; e, como sou fã de vilãs em geral, não poderia deixar de lembrar do status de riqueza, pedância e classe de que gozava Odete Roitman em outra genial novela de Gilberto Braga - Vale Tudo, de 1988. Os vilões de Vale Tudo eram muito parecidos com os bandidos que têm figurado nas páginas de jornal que misturam política, coluna social e polícia. São sinônimos muito emblemáticos de pessoinhas como Sergio Naya (aká Sérgio Canaya), Rodrigo Silveirinha, João Alves (aká anão-do-orçamento-que-confessa-ter-muita-sorte-e-fé-em-Deus-para-ganhar-175-vezes-na-loteria), Jorgina dos Santos (aquela de cabelos muito revoltos e de bolso também muito revolto que fraudou a previdência com muitos muitos muitos sacos de dinheiro). Lembremos de Odete Roitman revestidas de jóias não compradas em programas como Mil e uma noites, da CNT e de Fátima (Glória Pires), golpista de primeira, que protagoniza uma das melhores/piores cenas da novela - Raquel (Regina Duarte) está vendendo sanduíches na praia gritando (de canga estampada e chapéu): "Sanduíche natural, olha o sanduíche" e encontra a filha (filha?) tomando sol com... amigas... A moça pede-lhe descaradamenteum sanduíche fingindo que não a conhecia e a tratando como se fosse uma qualquer! Um show de desumanidade e soberba gratuitas. E não se pode deixar de lembrar que Fátima fazia par romântico e golpista com César (Carlos Alberto Ricceli) e se deram bem, pegando avião e tudo pra Europa, no fim da novela e do mistério "Quem matou Odete Roitman" - a Cássia Kiss ou a Leila.
Não que seja extremamente necessário prender esse simulacro às muralhas da memória coletiva... Mas é muito clara a repetição desses temas na cultura do "quero cair fora" brasileiro - isso deixa alguns tristes; outros alegres. Alegrar-se com a injustiça ou humor negro ou como se queira nomear isso é uma escolha. Multipla escolha? Escrito por Avó Peluda às 15h58 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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